A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, posicionou-se firmemente nesta sexta-feira (8) a respeito dos ataques racistas enfrentados pelo atacante Luighi e pela equipe alviverde durante a Libertadores Sub-20, ocorrida no Paraguai na última quinta-feira (7). O clube tomará medidas para solicitar a expulsão do Cerro Porteño da competição, criticando tanto a atitude do árbitro quanto da Conmebol diante desse lamentável episódio.
Leila enfatizou que o juiz da partida não seguiu as diretrizes da Fifa, ao não interromper o jogo após os insultos racistas. Além disso, ela lembrou incidentes anteriores envolvendo o Cerro Porteño, tanto em 2022 quanto em 2023, onde houve comportamentos racistas por parte dos torcedores e jogadores do clube paraguaio contra os palmeirenses.
O Palmeiras, em colaboração com a CBF, está estudando ações para garantir a exclusão do Cerro Porteño da Libertadores Sub-20, embora os detalhes da punição ainda estejam sendo discutidos. Leila também revelou suas tentativas frustradas de contato com Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, criticando a postura displicente da entidade diante desses tristes acontecimentos.
A presidente expressou sua solidariedade ao jogador Luighi, elogiando sua coragem diante da situação, e destacou a importância de lidar com a situação de forma civilizada, apesar da indignação provocada pelos atos racistas.
Tanto a Conmebol quanto a CBF se pronunciaram sobre o incidente, anunciando medidas disciplinares e a necessidade de punições rigorosas para os responsáveis. O caso continua em avaliação, com diversas entidades esportivas e jogadores manifestando apoio a Luighi e repudiando veementemente o racismo no futebol.